62% dos europeus sentem que existe discriminação

Extraído de: TVI24   Outubro 15, 2009
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Em Lisboa decorre uma iniciativa que permite sentir as dificuldades que as outras pessoas enfrentam

Cerca de 62 por cento dos europeus consideram que ainda existe discriminação nas sociedades da União Europeia (UE), uma tendência que as autoridades querem inverter sensibilizando os cidadãos com iniciativas como «Os Dias da Diversidade», a decorrerem em Lisboa.

«Os Dias da Diversidade» decorrem em Portugal até domingo no Centro Colombo e apresentam a qualquer visitante a possibilidade de experimentar as dificuldades sentidas por pessoas portadoras de deficiência, através de actividades como jogar pingue-pongue numa cadeira de rodas, pintar de olhos vendados ou com a boca.

Esta é apenas uma das vertentes do desafio proposto, uma vez que no mesmo local estão representadas várias entidades cujo trabalho incide na luta pelo respeito pela diversidade, seja de raças, etnias, religiões, sexo ou orientação sexual.

«Trata-se de uma iniciativa europeia em que se apela aos cidadãos para viverem com a diversidade e a respeitarem», disse à agência Lusa a chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal, Margarida Marques, durante o evento.

O ponto de partida da campanha é o artigo 13 do Tratado da União Europeia, que «obriga quer a UE quer os Estados-membros a respeitar o princípio de não discriminação das pessoas em função das crenças, da raça, das etnias, do sexo ou da orientação sexual», explicou.

Dados do Eurobarómetro, um inquérito que a Comissão Europeia realiza duas vezes por ano para perceber as atitudes, os sentimentos e as expectativas dos cidadãos relativamente à UE, indicam que 62 por cento dos europeus entendem que ainda existe discriminação no espaço comunitário europeu, referiu.

Alfredo Neves, um dos cidadãos que passou pelo espaço e decidiu experimentar um jogo de pingue-pongue numa cadeira de rodas e desenhar de olhos vendados, confessou a dificuldade sentida e defendeu a importância da iniciativa para «ajudar as pessoas que mais necessitam».


Autor: Vinculado ao TVI24