Choro e medo: o que fazer com a criança no primeiro dia de aula

Extraído de: ururau.esporte   Fevereiro 18, 2013

Fim das férias, volta às aulas. Para muitos pequenos um período de rever os coleguinhas antigos de turma e os novatos que estão ingressando, além dos professores e todo o corpo escolar. Mas, para outras crianças, uma fase conturbada e delicada, principalmente para os pais e a instituição, que precisam lidar delicadamente com o: primeiro dia de aula da garotada.

A equipe do Site Ururau conversou com a Orientadora Pedagógica (OP) e Psicopedagoga do Colégio Externato Leopoldina, Francine de Souza Marinho, que deu algumas dicas de como os responsáveis devem agir nesta fase da vida da criança. Segundo ela, em primeiro lugar, o aluno precisa se sentir seguro e a escola se adaptar as novas regras de convivência com a criança.

“Nesse primeiro momento nós permitimos que a mãe fique e acompanhe o rendimento de seu filho, desde que não atrapalhe no cotidiano escolar do aluno. E quando essa mãe perceber que a criança está ficando bem, e que está se adaptando ao ambiente escolar, ela vai deixando seu filho mais a vontade na instituição e irá passar essa mesma segurança para a criança”, explicou a educadora.

Embora seja válido que na primeira semana de aula do aluno os pais possam estar presentes até que a criança se acostume ao novo “lar”, Francine recomenda que a escola não permita a entrada dos pais a qualquer horário, pois isso atrapalha a adaptação e o cotidiano da criança no ambiente escolar. Segundo ela, tem alguns responsáveis que querem acompanhar todo o cotidiano da criança, e isso acaba prejudicando a mesma.

“Como nós aceitamos que na primeira semana de aula, os responsáveis possam estar presentes na sala de aula com seus filhos, não há necessidade de permanecerem depois desse tempo, mas tem alguns pais que ainda resistem e insistem em ficar por mais um período. Sendo assim, porque ingressar essa criança à escola?”, pergunta a orientadora enumerando:

“Muito carinho, muito aconchego, corpo presente por parte dos educadores porque a escola é a segunda casa da criança. É preciso tudo isso para que ela se sinta segura e até a própria mãe de estar entregando seu filho a uma instituição”.

As irmãs Maria Vitória Gomes de Mattos Louvain Pinudo, 4 anos e Maria Valentina, de 2, estão eufóricas com a volta as aulas nesta segunda-feira (18/02), depois de muito passeio na companhia dos pais e irmãos. Maria Vitória , que frequenta a escola desde o ano passado, fala com empolgação em rever os amiguinhos, das brincadeiras e do novo material escolar. Valentina está indo pela primeira vez.

A pequena vai estudar na mesma instituição que irmã e a prima. Uma decisão tomada pelos pais para facilitar a adaptação da menina. Em 2012, apesar do choro da mais velha, a mãe a militar Patrícia Mattos ficava sempre por perto mais mantinha a filha na escola.

“Mesmo com o coração apertado que toda mãe fica, procurei manter o equilíbrio e ela acabou se adaptando. Eu ficava sempre escondida, enquanto as professoras tentavam fazer com que ela se adaptasse. Com Maria Valentina, acho que vai ser mais fácil. Ela é uma criança extrovertida, de fácil adaptação, por isso espero que seja tranquilo. O problema é quando ela começar a chorar e chamar mamãe. Nessas ocasiões, ela acaba sempre vomitando e a situação fica difícil, mas acredito que a presença da irmã e a competência dos professores vão ajudar muito nesse início”, revelou a militar.

ESCOLA PRECISA ESTAR ADAPTADA AOS NOVOS ALUNOSDe acordo com a Orientadora Pedagógica, tem crianças que vomitam, que não come, que não querem fazer atividades, que choram, que chamam pela mãe. Mas, existem medidas que as escolas precisam tomar para fazer com que essa criança se sinta melhor. Segundo ela, nesse primeiro momento, os pequenos se prendem aquele objeto onde eles se sentem mais seguros. E a chupeta é um desses itens.

“Embora saibamos que não é correto o uso da chupeta no ambiente escolar, mas é um método onde a criança se sente segura, e a proporção que a gente for percebendo que a criança está preparada, o corpo escolar, juntamente com os pais, iniciamos o processo da retirada da chupeta, da fralda, do paninho de cheiro”, justificou Francine finalizando:

“A escola tem de demonstrar à criança que ela irá se sentir bem e segura na instituição. Se a escola não está preparada para acolher bem o aluno, obviamente que ele não irá se sentir a vontade no ambiente escolar. A instituição precisa conviver com a comunidade e os pais têm de ser atuantes na instituição. Tem de haver uma parceria para que o trabalho funcione bem”.




 

 
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