Menores cada vez mais envolvidos com o crime preocupam autoridades

Extraído de: ururau.esporte   Fevereiro 13, 2013

O alto índice de ocorrências policiais envolvendo adolescentes tem se tornado constante na região. Não é de hoje que meninos e meninas entram, cada vez mais cedo, na criminalidade e no mundo das drogas. Fato que pode ser comprovado com os números de menores apreendidos pela Polícia Militar de Campos. De acordo com o subcomandante do 8º BPM, major Sérgio Moura, em janeiro de 2012 foram registrados 567 casos envolvendo jovens infratores, já no mesmo período deste ano, 701 menores, entre 10 e 17 anos, foram apreendidos pelos agentes.

A maioria desses casos, segundo Moura, foi por envolvimento ou participação com o tráfico de drogas, que por sua vez, de acordo com o subcomandante, acaba disseminando para outras práticas criminosas, como homicídio, roubos, furtos, entre outros atos ilícitos. “Nós estamos acompanhando esse crescimento e isso nos preocupa muito. O poder público vem realizando medidas para tentar resolver esses casos, mas é preciso que avancemos mais e isso engloba não só a polícia, autoridades municipais, entre outros órgãos, mas a sociedade como um todo”, ressaltou.

Major Moura ainda comentou que por mais que a Polícia Militar vem realizando ações e repreendendo atos criminais, os agentes ficam de mãos atadas quando se deparam com menores de 10, 11 ou 12 anos cometendo crimes e às vezes com arma em punho. Segundo ele, a legislação também se depara com essa questão. “Enquanto têm uns que querem diminuir a maioridade penal, outros acreditam que isso não irá resolver a situação, que é social”, revelou o subcomandante finalizando:

“A polícia tem feito medidas para amenizar a situação promovendo ciclo de palestras de conscientização nas escolas públicas e particulares da região, a fim de, evitar que esses adolescentes caiam no mundo do crime. Mas, é preciso que todos se envolvam e participam nessa que é uma questão de calamidade nacional”.

Para o psicólogo, Luis Antônio Cosmelli, hoje em dia essa característica de que só quem entra no mundo da criminalidade são jovens de baixa renda, não existe mais. Segundo ele, está cada vez mais fácil encontrar meninos e meninas, com poder aquisitivos alto, envolvidos em atos ilícitos, drogas ou violência.

“Um tempo atrás apenas a miséria era fator de práticas criminais. Atualmente as classes meio que se igualaram. É possível ver cada vez mais meninas fazendo uso de bebidas alcoólicas, uma mudança socialmente radical, onde antigamente não se tinha conhecimento”, afirmou Cosmelli.

Segundo o psicólogo, a sociedade está cada vez mais competitiva e o consumo, o “tem que ter”, faz-se por necessário. “Então é aquele adolescente, que não tem muita expectativa de vida, e ver na TV aquele tênis, aquele celular ou aquela motocicleta que tanto desejava. Dessa forma, esse mesmo jovem, a fim de, saciar sua vontade de consumo, irá procurar o caminho mais prático e acessível a ela: o crime”, revelou Luis Antônio questionando:

“Eu pergunto: o que oferecer a essas crianças, se as escolas são mal preparadas, a saúde é precária, e os professores são mal remunerados? Faltam mais investimentos em projetos e programas socioculturais (música, esporte, dança, entre outros incentivos), falta uma educação de qualidade, falta discutir sobre esses assuntos nas escolas e com a sociedade. A família também precisa estar engajada nessa luta, que é de todos, oferecendo espaço de discussão dentro da própria casa”, concluiu o psicólogo.

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