Museu do futebol, dos brasileiros

Extraído de: Nominuto.com   Junho 07, 2009
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O transformado e belo estádio do Pacaembu abriga acervo inigualável da história do futebol de nosso país, inclusive com registros do futebol potiguar.


É como entrar na história do futebol e ficar bem próximo dos personagens, dos protagonistas que desenharam a trajetória da maior paixão popular. Unir os fatos eternizados com o avanço da tecnologia, deixa a memória cada vez mais envolvente. Assim é Museu do Futebol, no estádio Paulo Machado de Carvalho, no Pacaembu, em São Paulo.

Ele tem um pouco de arquitetura, museografia e conteúdo. Em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, a administração é do Instituto da Arte do Futebol Brasileiro (IFB), uma organização social sem fins lucrativos, que inaugurou no dia 29 de setembro de 2008 e em plena terça-feira (26) de sol forte na terra da garoa concentrou bom número de visitantes e a reportagem do Nasemana foi conhecer um espaço vivo do esporte brasileiro.

A proposta do Museu é investigar, divulgar e preservar o futebol como manifestação cultural brasileira. Na Missão do espaço deixa claro que quer a inserção histórica e cultural do futebol no Brasil por meio de exposições, ações educativo-culturais, pesquisas e procedimentos de salvaguarda, valorizando a prática do futebol que atravessa o cotidiano do país desde fins do século XIX.

Uma mostra permanente faz homenagem à construção do Estádio do Pacaembu, um dos símbolos arquitetônicos da cidade de São Paulo. Plantas arquitetônicas do projeto do estádio, vídeos de sua construção e fotografias do Pacaembu nas décadas de 1940 e 1950, feitas pelos mestres Jean Manzon, Thomas Farkas, Peter Scheier e Hildegard Rosenthal, compõem o cenário.

HORA DE REGISTRAR

Ao chegar no estádio municipal do Pacaembu, palco de decisões históricas, o primeiro passo é comprar o ingresso, valor de R$ 6,00, para ver cada detalhe. Instrutores avisam que nada pode ser filmado, apenas registro de fotos, mas sem flash. É difícil ver tanto envolvimento, gols, jogadas memoráveis, e não filmar.

É lugar de entretenimento, com o público chutando bola para goleiro virtual, fazendo fila para participar da brincadeira. A cada sala, um atrativo, um significado, uma história viva. No primeiro ponto da parada, a maquete do estádio observado por jovens estudantes e os quadros de muitos clubes brasileiros.

ABC e América estavam lá, doados, segundo o instrutor Ricardo Felix, por torcedores visitantes. Nas molduras expostas, imagens memoráveis do Rei Pelé, o ingresso do histórico Vasco x Santos, de 19 de novembro de 1969, o milésimo gol, no Maracanã. Camisas da seleção brasileira de todas as gerações, uma seleção de times de botões de vários times, e a cada curva, um encantamento.

A emoção não pára, e a caneta, a máquina e até a filmadora proibida, registravam todos os momentos. Ao passar para o espaço superior pela escada rolante, um vídeo com Pelé traz mensagem de saudação aos visitantes. De cima, é observada a imensidão de quadros, molduras, flâmulas, por toda parte, um cenário perfeito dos colecionadores, para todos amantes do futebol.

Na primeira sala no novo espaço, vídeos e slides de última geração com imagens e iluminações especiais dos principais jogadores do país, que se alternavam num lance de efeito, parecido com os dribles do gênio das pernas tortas, das faltas sem chance do galinho de quintino, enfim cada jogada de parar e bater palma, resgatando a história e até mesmo a vida de personagens guardados na memória.

O futebol potiguar também representado pelo ABC. Uma placa registra o decacampeonato, os dez títulos conquistados consecutivos, tão polêmicos até hoje, mas tinha espaço para o registro. O Alecrim Futebol Clube é observado em um painel padrão, reunindo também os demais clubes do Rio Grande do Norte.

Ao chegar na sala seguinte, uma parada para ver um documentário da perda do título do Brasil na Copa de 1950. Depois é conhecer outras culturas, cabines para ouvir narrações de gols memoráveis, com estúdios em formato de bola, um deles com o Canal 100, na voz do jornalista Juca Kfouri. A cada parada, a vida da paixão popular é contada para brasileiros e estrangeiros que conhecem o lugar.

*Matéria publicada no jornal Nasemana - Edição 61 - de 30 de maio a 5 de junho de 2009


Autor: Vinculado ao Nominuto.com