A imunidade de Nelsinho Piquet no escândalo da Renault foi confirmada pelo Conselho Mundial de Esporte a Motor nesta segunda-feira. No entanto, para o comentarista da TV Globo, Reginaldo Leme, o piloto brasileiro, que forjou uma batida no GP de Cingapura de 2008 para favorecer a vitória de Fernando Alonso, não vai ter um "retorno fácil" quando quiser voltar à Fórmula 1.
- Não vai ser fácil. Mas ele tem condições de retomar por uma equipe pequena, dessas novas que estão aparecendo e tentar uma vaga. Na verdade, eu estive no fim de semana com o Antonio Pizzonia (piloto da Stock Car) e ele disse uma coisa certa. Têm equipes novas surgindo e não existem pilotos no mercado com alguma experiência, que tenham passado já por um carro veloz e moderno de Fórmula 1 moderno. Como é o caso do próprio Pizzonia e do Nelsinho, sem dúvida nenhuma. Então, eu acredito que ele possa ter uma vaga em uma equipe pequena, mas aí ele vai ter que provar que é um Piquet para ter continuidade na carreira em uma outra equipe futuramente -disse o comentarista.
Reginaldo Leme concordou com a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de banir Flavio Briatore e suspender sob sursis a Renault. Mas o comentarista lembrou que a equipe francesa ainda pode surpreender.
- A decisão foi drástica, mas não podia ser de outra forma para um caso tão grave. E aí tem outra história. Eu estava vendo agora um comentário do Martin Brunley, que foi piloto do Briatore, e ele falou que ainda acredita que a Renault resolva sair por livre e espontânea vontade depois do julgamento. E ela seria seguida pela Toyota. Então, são dois motores muito importantes nesse momento na Fórmula 1 -afirmou o comentarista, lembrando que a saída de duas montadoras seria muito prejudicial para a categoria.
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